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20 de mai. de 2012

19 de mai. de 2010

27 de abr. de 2010

Direitos humanos


As crianças têm todo o direito de brincar, enquanto os adultos têm todo o direito de repousar.

Robert Auzelle

10 de fev. de 2010

7 de dez. de 2009

Abundância


Os bens outrora raros tornam-se abundantes: o pão e os alimentos em geral. Ao contrário, os bens outrora abundantes tornam-se raros: o espaço, o tempo, o desejo.

Henri Lefevbre

29 de mai. de 2009

17 de mar. de 2009

Trabalho


O sistema competitivo deforma o caráter humano. Subverte o instinto de trabalho, a tendência congênita de produzir dentro dos limites de nossa capacidade, o interesse pelo trabalho bem-feito.

Lewis Coser

1 de nov. de 2007

2 de set. de 2007

Sem pudor


Quanto mais falamos sobre sexo, mais o reprimimos. Isso porque criamos esquemas que julgam e comparam as práticas sexuais.


Michel Foucault

10 de jul. de 2007

Lucidez


Decido encher todas as minhas páginas em branco com as mais belas combinações de palavras que seja capaz de engendrar. E depois, porque quero assegurar-me que a vida não é absurda e não me encontro só sobre a terra, reúno-as todas num livro e ofereço-o ao mundo. Este retribui-me com a riqueza, a glória e o silêncio. Mas não sei que fazer com este dinheiro, nem que prazer tirar de contribuir para o progresso da literatura, pois só desejo o que jamais obterei - a certeza de que as minhas palavras tocaram o coração do mundo. É então que me pergunto o que vem a ser o meu talento, e descubro que não passa de uma forma de consolar da solidão.

Stig Dagerman

3 de mai. de 2007

28 de abr. de 2007

Despedida


Uma noite, quando meu pai passava pelo rio, vislumbrou-a dançando sob o luar. Precipitando-se enganchou seu lenço e assim a trouxe para casa tornando-a sua esposa. E agora ela ia e vinha pela casa o dia todo, procurando o lenço para que pudesse amarrá-lo nos cabelos e partir. Eu costumava acompanhar suas andanças: de como abria armários e baús, de como destampava jarras, de como se ajoelhava para espiar debaixo das camas. E eu tremia. Tremia de medo que encontrasse seu lenço mágico e se tornasse invisível. Este medo durou ainda muitos anos, ferindo profundamente minha alma recém-nascida. Ainda hoje vive em mim, mais indescritível do que antes: é com angústia que observo aquelas pessoas ou idéias pelas quais tenho amor porque sei, sei que estão procurando seus lenços para poderem ir embora.

9 de fev. de 2007

O que dizer


Ângela Vicário viu o seu próprio pensamento refletido nos espelhos repetidos da sala. No fim daquela semana, sem ter conseguido um minuto de sossego, escreveu-lhe a primeira carta. Foi uma carta convencional na qual contava que o tinha visto sair do hotel e que teria gostado se ele a houvesse visto. Esperou em vão por uma resposta. Ao fim de dois meses, cansada de esperar, mandou-lhe outra carta no mesmo estilo indireto da anterior, cujo único propósito parecia ser condenar sua falta de cortesia. Seis meses depois tinha escrito seis cartas sem resposta, mas se conformou com a confirmação de que ele as estava recebendo.

Escreveu uma carta semanal durante metade da vida.


Gabriel García Marquez