Não consigo e nem me interessa acompanhar a aceleração eletrônica.
Marcos Hill
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30 de jul. de 2012
29 de mai. de 2012
20 de mai. de 2012
19 de mai. de 2010
27 de abr. de 2010
Direitos humanos
As crianças têm todo o direito de brincar, enquanto os adultos têm todo o direito de repousar.
Robert Auzelle
10 de fev. de 2010
São os outros
Gostaria que todas as pessoas que amo fossem mais felizes do que são.
Banana Yoshimoto
7 de dez. de 2009
Abundância
Os bens outrora raros tornam-se abundantes: o pão e os alimentos em geral. Ao contrário, os bens outrora abundantes tornam-se raros: o espaço, o tempo, o desejo.
Henri Lefevbre
29 de mai. de 2009
17 de mar. de 2009
Trabalho
O sistema competitivo deforma o caráter humano. Subverte o instinto de trabalho, a tendência congênita de produzir dentro dos limites de nossa capacidade, o interesse pelo trabalho bem-feito.
Lewis Coser
15 de ago. de 2008
11 de jul. de 2008
8 de jun. de 2008
6 de abr. de 2008
1 de nov. de 2007
2 de set. de 2007
Sem pudor
Quanto mais falamos sobre sexo, mais o reprimimos. Isso porque criamos esquemas que julgam e comparam as práticas sexuais.
Michel Foucault
10 de jul. de 2007
Lucidez
Decido encher todas as minhas páginas em branco com as mais belas combinações de palavras que seja capaz de engendrar. E depois, porque quero assegurar-me que a vida não é absurda e não me encontro só sobre a terra, reúno-as todas num livro e ofereço-o ao mundo. Este retribui-me com a riqueza, a glória e o silêncio. Mas não sei que fazer com este dinheiro, nem que prazer tirar de contribuir para o progresso da literatura, pois só desejo o que jamais obterei - a certeza de que as minhas palavras tocaram o coração do mundo. É então que me pergunto o que vem a ser o meu talento, e descubro que não passa de uma forma de consolar da solidão.
Stig Dagerman
3 de mai. de 2007
28 de abr. de 2007
Despedida
Uma noite, quando meu pai passava pelo rio, vislumbrou-a dançando sob o luar. Precipitando-se enganchou seu lenço e assim a trouxe para casa tornando-a sua esposa. E agora ela ia e vinha pela casa o dia todo, procurando o lenço para que pudesse amarrá-lo nos cabelos e partir. Eu costumava acompanhar suas andanças: de como abria armários e baús, de como destampava jarras, de como se ajoelhava para espiar debaixo das camas. E eu tremia. Tremia de medo que encontrasse seu lenço mágico e se tornasse invisível. Este medo durou ainda muitos anos, ferindo profundamente minha alma recém-nascida. Ainda hoje vive em mim, mais indescritível do que antes: é com angústia que observo aquelas pessoas ou idéias pelas quais tenho amor porque sei, sei que estão procurando seus lenços para poderem ir embora.
18 de mar. de 2007
9 de fev. de 2007
O que dizer
Ângela Vicário viu o seu próprio pensamento refletido nos espelhos repetidos da sala. No fim daquela semana, sem ter conseguido um minuto de sossego, escreveu-lhe a primeira carta. Foi uma carta convencional na qual contava que o tinha visto sair do hotel e que teria gostado se ele a houvesse visto. Esperou em vão por uma resposta. Ao fim de dois meses, cansada de esperar, mandou-lhe outra carta no mesmo estilo indireto da anterior, cujo único propósito parecia ser condenar sua falta de cortesia. Seis meses depois tinha escrito seis cartas sem resposta, mas se conformou com a confirmação de que ele as estava recebendo.
Escreveu uma carta semanal durante metade da vida.
Gabriel García Marquez
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